6º Trilhos do Pastor 30 km – 29 de março 2015

 A primeira prova de trás para a frente

turismo2Em pleno Parque Natural da Serra d’Aire e Candeeiros (PNSAC) realizou-se uma das provas mais bonitas que já tive oportunidade de realizar, os Trilhos do Pastor.

Esta prova, que já vai na VII edição, foi organizada pelo Atlético Clube de São Mamede e apresentou-nos “grandes” e longos trilhos em plena serra e até mesmo no seu interior.

O percurso tinha uma distância de 31 quilómetros e começou às 9:00 horas em ponto na zona central da Freguesia de São Mamede. A temperatura estava um pouco baixa mas nada como o inicio da corrida para a fazer esquecer.11103246_10206271771339182_3608821763960090635_o

Como tem sido hábito o treino não tem sido muito e a força de vontade é que tem superado esta grande falha. Ou seja todas as provas têm tido partidas rápidas e chegadas lentas.

Resolvi  então seguir alguns conselhos para ver se acabava um pouco melhor fazendo uma prova de trás para a frente.

Melhor? O que é melhor?

Várias coisas. Conseguir passar alguém aos 25 km (o que não tem acontecido nas outras provas, bem pelo contrário), conseguir acompanhar o ritmo de quem me passava (nem que fosse por alguns momentos) e por muito que se diga que se faz a prova por desporto,  que o tempo não interessa, que só venho ver a paisagem, eu queria também fazer um bom tempo.

Tentar sempre fazer melhor é sempre estimulante e ajuda-nos a superar os momentos mais difíceis da prova e se o fizermos então aumenta-nos sempre a moral.

De volta ao tempo então. Um bom tempo, para não dizer muito bom tempo, seria abaixo das 3 horas de prova.

De qualquer forma o que eu quero sempre é começar e acabar independentemente do resto.

Parti então quase na cauda do pelotão e comecei num ritmo certo tentando acompanhar o Inácio Serrazina e António Nunes que têm muita experiência e muitos quilómetros nas pernas. Assim lá fomos desbravando caminhos e passando alguns atletas.

grutas_moedaDurante o percurso ficámos a conhecer um pouco das Grutas da Moeda pois o percurso passava mesmo no seu interior.

“Em 1971, dois caçadores perseguiam uma raposa que se refugiou num algar existente no meio do bosque. Entraram e ao percorrer o seu interior aperceberam-se da sua beleza, com galerias repletas de inúmeras formações calcárias. Descobriram as Grutas da Moeda. A gruta tem uma extensão visitável de 350 metros e uma profundidade de apenas 45 m abaixo da cota de entrada. A temperatura ronda os 18.º C, constante durante todo o ano, o que a torna fácil de visitar por todos.”

Retirado de http://www.grutasmoeda.com

Depois das grutas seguimos em direcção à Pia do Urso.

60c0f98ef080f02dc773fa57079af16aA Pia do Urso é fabulosa aldeia que apresenta casas típicas da região restauradas num misto de calcário e madeira. Aqui podemos visitar e experienciar o primeiro ECOPARQUE SENSORIAL destinado a Invisuais de Portugal.

Neste momento a passada já não era tão certa pois a velocidade tinha aumentado consideravelmente, o que me levou a sentir que já não estava tão fresco. Talvez tivesse exagerado, provavelmente tinha cometido o mesmo erro das provas anteriores e por isso nos últimos quilómetros pagaria por isso. Estava certo disso pois o grupo que eu seguia estava a distanciar-se e eu sentia que não tinha pernas para ir com eles.

Pronto, pensei,  vai me faltar as forças, vou ser ultrapassado por muitos dos atletas que passei e  já não consigo ter energia para ir atrás de alguém.

Reduzi um pouco o ritmo e ainda assim mantive a posição que levava. Isso deu-me confiança pois era sinal que estava bem.

Durante a prova passámos por moinhos de vento e corremos sobre caminhos de pedra que pareciam autênticas vias romanas.

Via_Romana_em_Alqueidão_da_Serra_9Em tempos áureos passava nesta região uma via romana que fazia a ligação entre Braga, Conimbriga, Tomar, Nazaré, Lisboa e Mértola. Parte dessa via romana pode ainda ser visitada na Freguesia de Alqueidão da Serra num bom estado de conservação.

Assim, fica a dúvida se de facto se correu ou não sobre a via romana.

Uma das partes bem interessantes do percurso foram os inúmeros zigzag’s a subir e a descer pela encosta da serra e no meio de grande vegetação o que tornou a prova bastante rápida. Estes trilhos apresentavam-se por vezes com pisos bem diferentes. Podiam ser sobre a forma de folhas secas, de terra batida, erva ou como na maior parte da vezes, com pedra.

IMG_0279Nesta altura já tinha aumentado um pouco a velocidade e, imagine-se, até tinha apanhado alguns atletas.

Aos 23 quilómetros de prova estava próxima a parte mais dura do percurso, um trilho de 3 ou 4 quilómetros quase sempre a subir.

Até chegar ao topo ultrapassou-se alguns obstáculos tais como: inclinação acentuada, uma fantástica passagem num grande buraco escavado na serra por onde correm as águas nas épocas chuvosas, pequenos trilhos com descidas rápidas balizadas com cordas e alguns quilómetros muito rápidos nas pernas.

Depois do topo atingido foram mais 4 ou 5 quilóm11010005_944104225613775_6934445109225191074_netros com desníveis pouco acentuados até à meta.

2 horas e 59 minutos depois da partida surgiu a chegada (28º da Geral em 204 e 8º do escalão M40).

Um agradecimento ao Mercado Verde Alternativa Natural pela oferta do fantástico suplemento alimentar Multipower Multicarbo GEL que ajudou em muito na reposição de algumas forças.

Objetivos cumpridos.

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